Como foi a tragédia do Hindenburg

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O dirigível Hindenburg, ou como era conhecido, Luftschiffahrts Zeppelin 129 Hindenburg, foi o maior objeto voador já construído pelas mãos humanas, não sendo superado até os dias de hoje, mas o seu destino final e a tragédia que ocorreu com ele, permanece até os dias de hoje como um dos mais surpreendentes acidentes aéreos da história.

Na verdade, na época do Hindenburg, as viagens transatlânticas eram realizadas apenas por aviadores aventureiros, por navios que demoravam vários dias para a travessia ou por dirigíveis que cruzavam o Oceano Atlântico em metade do tempo. O acidente que destruiu o Hindenburg foi tão importante que acabou por ser uma das causas que sepultaram a indústria dos dirigíveis a partir de então.

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No dia 6 de maio de 1937 quando chegava à cidade de Nova Iorque, proveniente de Hamburgo, sofreu um incêndio que o consumiu em segundos, matando 35 de seus 97 ocupantes. O incêndio foi proveniente de uma fagulha gerada quando da soltura de suas amarras. Tais fagulhas entraram em contato com o tecido de algodão que formava o invólucro do aparelho ou com o hidrogênio que era utilizado para inflá-lo.

A empresa que operava o Hindenburg utilizava o hidrogênio em seus aparelhos pois o hélio era mais caro e seu uso tornaria a empresa dependente dos Estados Unidos e utilizava no algodão do invólucro, alguns produtos altamente inflamáveis que fizeram o fogo se propagar de forma mais rápida ainda.

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Cinco equipes de jornalistas estavam noticiando a chegada do Hindenburg, que mesmo não sendo a primeira, sempre chamava a atenção das pessoas. E noticiaram em primeira mão o que viam, aumentando ainda mais o nível de comoção das pessoas.

Mesmo passados quase 80 anos dessa tragédia, ainda existem pessoas que dizem que na verdade o incêndio do Hindenburg foi uma sabotagem, como foi levantado na época, efetuada pelos Estados Unidos, devido ao avanço tecnológico demonstrado pelos alemães nessa área e pelas demonstrações de superioridade que eram efetuadas pela propaganda nazista com os dirigíveis, que possuíam as imagens de duas enormes suásticas.

Essas afirmações permaneceram apenas no terreno das especulações e até hoje a versão que prospera é a de que as fagulhas provenientes da eletricidade estática iniciaram o fogo ao entrarem em contato com um vazamento de hidrogênio ou mesmo com o revestimento do invólucro. Existem relatos até de um brasileiro, o senhor José Procópio Filho, que havia visto fagulhas saindo dos motores do Hindenburg quando chegava ao Rio de Janeiro algum tempo antes da tragédia, e na ocasião temeu por uma tragédia, que felizmente não aconteceu.

Até a próxima!!

Fontes: Airships, History, DW, Revista Galileu, Terra, Histatual