Mary Celeste – O verdadeiro navio fantasma

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Mary Celeste como Amazon em 1861

Você lembra do filme Navio Fantasma, aquele filme onde uma equipe de salvamento de naufrágios entra em um navio de cruzeiro à deriva, avariado e lá encontram uma terrível historia? O filme é baseado em histórias de vários navios que são encontrados a deriva, sem sua tripulação, sinais de luta ou anotações em diário de bordo. A tripulação nunca mais é encontrada e o mistério apenas aumenta com o passar dos anos.

Ocorrências desse tipo não são comuns, mas estão longe de ser raras, Rosalie, Raifuku Maru, Freya, John and Mary e Rubicon são apenas alguns dos navios que permaneceram navegando sem nenhum membro de sua tripulação. Entre esses, o Francês Rosalie desapareceu em uma época onde não havia telegrafo ou rádio, os outros possuíam algum meio de pedir socorro, mas apenas existem relatos de uma mensagem enviada pelo Raifuku Maru, navio japonês desaparecido em 1921, em uma enigmática e arrepiante ultima mensagem que dizia: “Perigo como punhal. Venham depressa.”

Mas o caso que iremos tratar hoje é mais enigmático ainda, ele trata de um navio que navegou sozinho, desviou de obstáculos e foi encontrado em perfeito estado de conservação, porém, sem sinais de sua tripulação, o canadense Mary Celeste

A Viagem

Mary Celeste foi construído na região de Nova Escócia no Canadá e começou a operar no ano de 1861 sob o nome de Amazon. Após ficar danificado em uma tempestade, foi restaurado e vendido ao senhor Richard Haines, americano residente na cidade de Nova Iorque.

Era um bergantim que estava carregado de barris de álcool provenientes dos Estados Unidos com destino a cidade Italiana de Gênova. Zarpou no dia 07 de novembro de 1872 sob o comando do capitão Benjamin Briggs, nesta viagem o navio possuía mais sete tripulantes e além deles a esposa do capitão e sua filha.

No dia 05 de dezembro, o comandante David Reed Morehouse, do navio Dei Gratia avistou o navio Mary Celeste e o abordou, constatando que nenhuma pessoa permaneceu no navio, não foi encontrado nenhum sinal de luta e quase todos os pertences dos tripulantes estavam a bordo. Como único sinal de abandono do navio, estava faltando o único bote salva vidas que era transportado.

Por ter deixado o mesmo porto 8 dias depois do Mary Celeste, o Capitão Morehouse acreditava que o navio já deveria estar no porto de Gênova. Alem disso, outro fato estranho é que o navio possuía provisões para vários meses de navegação e estava na rota em que deveria estar seguindo normalmente.

Merece menção também que o diário de bordo do navio recebeu a ultima anotação no dia 25 de novembro e 9 barris de álcool dos 1701 que eram transportados, estavam vazios.

O julgamento

A tripulação do Dei Gratia rebocou o Mary Celeste ate Gibraltar, onde o entregou para as autoridades Britânicas que julgariam o recebimento do seguro pelos salvadores do navio.

Após as deliberações e investigações e a desconfiança por parte do promotor do caso, de que quem teria causado o dano seriam os tripulantes do Dei Gratia, foi pago apenas um sexto do valor a que teriam direito. O valor total era o de 46 mil dólares.

O destino do navio fantasma

Mary Celeste

Depois disso o navio passou por vários proprietários, até que, no ano de 1885, foi afundado na costa do Haiti em uma tentativa de recebimento de seguro em relação a uma carga fictícia.

Apenas no ano de 2001 o mundo pode ver novamente os restos do navio, quando uma expedição o encontrou em seu local de descanso final.

Teorias

Pelo período que se seguiu, varias teorias foram pesquisadas pelos que estudaram o caso. A primeira delas segue sendo a mais forte, entretanto não explica totalmente, o caso. Nessa teoria, os tripulantes do navio Dei Gratia teriam assassinado os tripulantes do Mary Celeste, afundado o bote salva vidas do navio e esvaziado os 9 barris de álcool.

Entretanto, devemos lembrar que não havia qualquer sinal de luta no Mary Celeste e o Dei Gratia zarpou apenas 8 dias após o Mary Celeste. Além disso, o Mary Celeste estava em ótimo estado, não explicando porque perderia terreno para o Dei Gratia abordá-lo.

Outra teoria que ganhou corpo ao longo dos anos foi a de que teria ocorrido um motim no navio, entretanto, esta teoria é contestada também pelo fato de que nenhum sinal de luta foi encontrado, e se o objetivo da tripulação era de tomar o navio, porque não ficaram nele? Além disso, nenhum dos tripulantes do navio foi jamais encontrado em nenhum local.

Além disso, outra teoria muito difundida é a de que um tripulante assassino teria matado a todos e depois sumido do navio. Essa teoria, era fortalecida pelo fato de que todos os pertences dentro do navio foram encontrados, menos de dois marinheiros alemães, mais uma vez, essa teoria é combatida pelo fato da ausência de luta a bordo, o fato de que nunca mais foram encontrados e também por relatos dos familiares dos supostos assassinos de que eles teriam perdido todos os seus pertences em um naufrágio de outro navio meses antes.

A suposição de que piratas foram os responsáveis pelo desaparecimento de todos também foi levantada. Entretanto, a carga estava intacta, não se coadunando com o modo de operar de piratas.

Descobriu-se também que a madeira dos nove barris vazios era mais porosa do que a madeira dos demais e provavelmente o álcool deve ter vazado ou evaporado de tais recipientes. Esse fato deu aos pesquisadores a impressão de que uma explosão ou a presença de vapores teriam feito os tripulantes fugirem do navio, mas mais uma vez, nenhum indício de explosão foi visto ou relatado em diário de bordo.

Alem disso, os monstros marinhos, ovnis, viagens no tempo ou entre dimensões também ganharam espaço à medida que a ciência não podia explicar racionalmente o acontecido.

O que aconteceu com os dez tripulantes do Mary Celeste naquela viagem? Será que os bondosos tripulantes do navio Dei Gratia foram os responsáveis pelo sumiço de todos, ou a tripulação do próprio navio foi a responsável? Alguma outra causa o deixa intrigado?

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Até a próxima!!

Fontes: Curioso, Info Escola, Smithsonian, Google