O Mistério da Pedra da Gávea

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A Pedra da Gávea é um ponto muito conhecido do Rio de Janeiro. Ela possui 847 m de altura e um estranho mistério que até hoje não pode ser explicado. Vamos conhecer hoje: O Mistério da Pedra da Gávea.

A Pedra da Gávea se localiza na cidade do Rio de Janeiro, entre os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Seu nome foi dado pela expedição do capitão português Gaspar de Lemos e remonta a um cesto de gávea devido a sua altitude torná-la um ótimo local para observação das imediações.

Antes de mais nada, é preciso aclarar que muitas pessoas vêm na Pedra da Gávea uma espécie de esfinge, com a visão de uma pessoa jovem durante o dia e de um idoso ao entardecer. Mas o mistério sobre a Pedra da Gávea se inicia mesmo no início do século XIX. Em tal época, Dom João VI foi informado sobre a existência de estranhas inscrições datadas de antes da chegada dos portugueses ao Brasil.

Apesar de algumas investigações feitas naquela época, não foi antes de 1928 que tais inscrições seriam decifradas. Naquele ano, o professor e arqueólogo Bernardo da Silva Ramos publicou o livro: “Inscrições e tradições da América pré-histórica” onde apresentava vários inscritos encontrados em locais da América, com caracteres de algumas civilizações antigas, tais como: fenícios, árabes, gregos e até mesmo chineses.

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A conclusão do Professor Ramos em relação à Pedra da Gávea é que se trata de caracteres de fenício arcaico. O professor teria dito que estas inscrições queriam dizer “tyro phenicia, badezir, primogênito de jethbaal”.

Alguns anos depois a tradução foi corrigida pelo Professor Henrique José de Souza para “tyro phenícia, jethbaal, primogênito de badezir”.

Essa hipótese fez com que as pessoas passassem a observar a Pedra da Gávea de forma diferente. Vários pesquisadores passaram a acreditar que na verdade, se trataria de uma tumba fenícia, já que em 856 antes de Cristo teria existido um rei fenício chamado Badezir.

Isso poderia significar que os fenícios teriam chegado ao Rio de Janeiro em período muito anterior à era Cristã e escolheram tal local para a construção de uma tumba para um dos seus reis. Essa teoria foi aumentada pelo fato de que o arqueólogo Robert Marx realizou mergulhos na Baía da Guanabara buscando encontrar navios de outras civilizações que teriam visitado a costa brasileira antes dos portugueses e apesar de não encontrar nenhum navio de outras civilizações, encontrou algumas ânforas e outras peças que pertenciam aos fenícios.

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Outros pontos do litoral brasileiro também possuiriam mais evidências da visita de civilizações antigas em períodos anteriores à chegada dos portugueses. Inscrições, cerâmica, ruínas de antigas construções podem ser encontradas até mesmo na costa da Paraíba.

Por outro lado, pesquisadores afirmam que tais inscrições não poderiam ser feitas pelos fenícios já que eles próprios não se chamariam de fenícios e esse seria um termo grego para se referir a eles.

Para os céticos, o formato da Pedra da Gávea se deveria há desgaste natural da Rocha e nada teria a ver com a suposta esfinge de um rei Fenício. Afirma também que mesmo hoje, com todos os equipamentos modernos que temos, chegar ao topo da Pedra da Gávea é uma tarefa muito difícil, imagine na época em que não haviam tais equipamentos.

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Outra teoria interessante sobre o formato que vemos na Pedra da Gávea seria o de que uma civilização existente na região, teria tentado criar a escultura de um deus ou Rei. Por qualquer motivo não teria conseguido e abandonado a obra na metade.

E para você?? O que é a Pedra da Gávea: apenas uma formação natural incomum na costa brasileira que se encontra desgastada devido ao efeito do vento, uma escultura não terminada de algum povo pré-colombiano ou uma esfinge de um rei fenício de mais de 800 anos antes de Cristo??

Até a próxima!!

Fontes: Piramidal, Fato e Farsa, Rio de Janeiro Aqui, Além da Imaginação, Guia Viajar Melhor, Ah Duvido