O que foi o Dirigível Hindenburg??

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A distância e a escassez de meios de transporte rápidos que pudessem ligar porções afastadas do continente europeu ou mesmo entre continentes permitiu que uma invenção da segunda metade do século XIX, o dirigível, ocupasse essa lacuna. Hoje vamos falar do maior de todos eles, o Hindenburg.

A empresa alemã Deutsche Luftschiffahrts começou a utilizar alguns dirigíveis para realizar viagens pela Europa ainda antes da Primeira Guerra Mundial, essas viagens fizeram algum sucesso durante o período. Entretanto, com o fim da Primeira Grande Guerra, o Tratado de Versalhes proibiu a Alemanha de construir dirigíveis até o ano de 1926. Após o levantamento da proibição, a companhia construiu o Graf Zeppelin e na década de 30 foi construído o maior objeto voador da história, o Hindenburg.

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O maravilhoso dirigível possuía 200 mil metros cúbicos de hidrogênio, e alcançava a velocidade de 135 quilômetros por hora em voo de cruzeiro. Durante a sua vida útil, realizou mais de 60 viagens, sendo que 17 delas eram viagens transatlânticas, destas 10 foram para os Estados Unidos e 7 para o Brasil.

Era luxuoso e possuía facilidades que chamavam a atenção dos viajantes da época, por exemplo, suas 25 cabines eram equipadas com duas camas, guarda roupas e sofás, tinham chuveiros com água quente e fria, salões de estar, janelas panorâmicas que podiam ser abertas durante o voo. Para conduzir os passageiros , haviam 60 tripulantes,

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Foi em um desses voos transatlânticos, realizado entre Hamburgo e Nova Iorque que o Hindenburg sofreu um incêndio que o consumiu em segundos, o sinistro ocorreu no dia 6 de maio de 1937 e matou 35 de seus 97 ocupantes.

Tanto a composição do invólucro do dirigível, quanto o hidrogênio que o inflava eram extremamente inflamáveis e após a investigação a tragédia foi creditada a erro humano. A tragédia ajudou a encerrar de uma vez por todas a era dos dirigíveis.

Até a próxima!!

Fontes: Airships, History, The Atlantic