Oradour-Sur-Glane – a cidade fantasma massacrada

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Em artigos anteriores, nós falamos sobre a cidade de Pripyat, que teve de ser desocupada após a explosão da usina atômica de Chernobyl e sobre a cidade de Fordlândia, um projeto de Henry Ford no Brasil que infelizmente não teve êxito. No artigo de hoje vamos contar um pouco da história de outra cidade fantasma: Oradour-Sur-Glane, uma cidade fantasma localizada na França.

O dia 6 de junho de 1944 já havia passado e com ele o desembarque aliado na Normandia, soldados aliados avançaram por dentro do território da França, devemos lembrar também que o nazismo começava a cair desde a sangrenta batalha de Stalingrado e a Alemanha já acumulava diversas derrotas. As tropas de elite alemãs marchavam de encontro às tropas aliadas que haviam desembarcado na Normandia e pelo caminho sofriam ataques dos guerrilheiros franceses, mais conhecidos como Maquis. Tais ataques costumavam causar pesadas baixas e contratempos as tropas alemãs.

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No dia 10 de junho de 1944 as tropas da divisão SS Das Reich marcharam contra a pequena vila, não se sabendo com certeza o motivo real de tal intervenção. O comandante da 3ª Companhia do 1º Batalhão do Regimento Der Führer, da divisão, o major Adolf Diekmann, cercou a vila com o pretexto de verificar a documentação dos moradores ou para verificar um suposto depósito de armas.

Em seguida foram separados os homens das mulheres e crianças, eles foram levados até alguns celeiros e galpões nas proximidades, onde soldados alemães já esperavam com metralhadoras montadas em tripés.

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Adolf Diekmann

Os homens foram fuzilados enquanto as mulheres e as crianças eram trancafiadas na igreja da vila. Logo que foi possível, os alemães atearam fogo na igreja matando quase todas as pessoas que  estavam lá dentro. Depois do ataque, as tropas alemãs queimaram o resto da cidade que ainda havia, destruindo seus prédios e deixando o panorama que hoje encontramos lá.

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Igreja

O saldo desse terrível crime é: dos 195 homens que foram levados até os celeiros da vila, apenas 5 sobreviveram, das 452 mulheres e crianças presas dentro da igreja, apenas uma conseguiu escapar. O Ataque à vila foi criticado pelos próprios militares alemães, como o marechal Erwin Rommel, já que as ordens de Adolf Diekmann eram prender 30 moradores da vila e trocar pelo suposto oficial nazista preso.

Apesar de ser aberta uma investigação por parte do exército alemão, Adolf Diekmann, não chegou a ser julgado nem pelos nazistas e nem mesmo pelos aliados ao fim da guerra, uma vez que ele e a maior parte dos soldados que comandava acabaram mortos antes do fim da guerra.

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Nova Oradour-Sur-Glane

A vila de Oradour-Sur-Glane permanece até hoje no estado em que foi deixada na época do ataque por ordem do general Charles de Gaulle, na sua visão, ela deveria ser um monumento para lembrar das atrocidades que foram realizadas naquele dia. Em 1999 o presidente francês Jacques Chirac ergueu um memorial e nomeou a vila como cidade mártir. Uma nova Oradour-Sur-Glane foi construída nas proximidades, lá residem hoje 2375 pessoas.

Não deixe de ler também: Pripyat, a vítima do desastre de Chernobyl, Fordlândia – a cidade de Henry Ford e Varosha – o balneário fantasma.

Fontes: Normandie-1944, Segunda Guerra

Até a próxima!!