Simo Häyhä – o Morte Branca

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Os franco atiradores ou snipers foram introduzidos pelo exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial e tinham como objetivo atacar as tropas inimigas de forma silenciosa e certeira, causando baixas e terror entre as linhas.

Hoje falaremos sobre o maior de todos eles, o finlandês Simo Häyhä, conhecido como Morte Branca, que durante alguns meses no conflito conhecido como a Guerra do Inverno, ocorrida entre a Finlândia e a União Soviética e causou pesadas baixas entre os inimigos.

Nasce uma lenda – Simo Häyhä

Simo Häyhä nasceu na região rural da Finlândia, quando o país ainda pertencia a Rússia, em uma família de agricultores. Prestou serviço militar obrigatório de um ano e em seguida ingressou na Guarda Civil Finlandesa, onde recebeu maior instrução militar. Durante os períodos de vida civil, costumava se ocupar da caça e do tiro.

Häyhä lutou em condições extremas que chegavam aos 40 graus negativos, utilizando uma camuflagem totalmente branca e um rifle Mosin Nagant sem mira telescópica, pois o uso dela o obrigaria a se posicionar com a cabeça mais alta, o que poderia revelar a sua posição, da mesma forma, a mira poderia refletir o sol e ser vista pelos inimigos. Outro costume de Simo Häyhä era o de compactar a neve a sua frente, para que no momento do tiro, ela não se movesse e denunciasse sua posição. Conta-se que ele inclusive colocava neve em sua boca para que a sua respiração não o revelasse.

Em sua curta carreira de 100 dias, fontes não oficiais finlandesas estimam que Häyhä tenha abatido cerca de 542 soldados soviéticos. Fontes oficiais dizem que as mortes confirmadas foram 505. Alguns citam ainda que ele teria abatido mais de duzentos soldados soviéticos com uma metralhadora, façanha que nunca foi confirmada e provavelmente seja exagerada para aumentar o seu heroísmo.

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O exército soviético tentou várias técnicas com o intuito de pará-lo, até mesmo com o uso de artilharia. A caça a Simo Häyhä prosseguiu até o dia 6 de março de 1940, quando ele levou um tiro que estilhaçou a sua mandíbula. Ele ficou inconsciente até um dia após o fim da guerra de inverno e logo depois de sua recuperação foi promovido de cabo a primeiro tenente do exército finlandês.

Depois da Segunda Guerra Mundial, foi caçador e criador de cães, vivendo em uma pequena vila no interior do país, falecendo em 1º de abril de 2002, aos 96 anos. Quando questionado sobre o motivo de seu sucesso respondia apenas que se devia a prática.

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O saldo da Guerra de Inverno foi o de que a Finlândia cedeu um pequeno pedaço de seu território para os soviéticos, perdendo 26 mil soldados, entretanto, para tal, a URSS sofreu quase 900 mil baixas. Um general soviético disse que a terra que foi ganha servia apenas para enterrar os seus mortos.

Até a próxima!!

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Fontes: Defesa, Info Escola, History, Portal dos Mitos