As honrosas esposas canadenses

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O período de 1914 a 1918 marcou o período histórico conhecido como a Primeira Guerra Mundial e mudou dramaticamente o curso da história. Mesmo até os nossos dias vemos fatos influenciados por essa triste página da história. Por certo, famílias separadas e que não viram mais o retorno de seus entes queridos se contavam aos milhões por vários países que participaram do conflito. No entanto, muitas outras histórias estranhas e curiosas foram registradas com personagens anônimos e conhecidos durante aqueles quatro sangrentos anos. Então, no artigo de hoje vamos conhecer uma dessas histórias curiosas: As honrosas esposas canadenses.

As honrosas esposas canadenses

Quando se iniciou o conflito, em 1914, o Canadá formou aquilo que seria conhecido como a Força Expedicionária Canadense, para a qual se alistaram mais de 600 mil homens e mulheres em várias funções diferentes. Ao longo dos anos seguintes, foram deslocados para a Europa, 424 mil soldados, médicos, enfermeiras e capelães, geralmente prestando seus serviços na França. No interior do Canadá, muitas mulheres ocuparam os lugares dos homens na construção civil, fabricação de armamentos e manutenção de atividades essenciais para o país, no entanto, muitas passaram a ficar preocupadas com o risco do conflito, e não ficaram de braços cruzados seguindo seus filhos e maridos até o teatro de operações europeu. Era costume dessas mulheres vender tudo o que tinham e sair nessa perigosa viagem.

O exército aliado considerou esse costume como um grande problema para a tropa, tendo em vista a logística de guerra e o risco que existia no local e passou a desencorajar a prática. Em um caso, a esposa de um soldado chegou ao Reino unido apenas duas horas depois de ele ter deixado esse país rumo a França. Tempos depois, ele foi considerado desaparecido, não tendo a esposa condições de retornar ao Canadá.

Outro caso foi o de uma mulher que, ao saber que seu marido teria sido ferido em combate, partiu para a França para prestar-lhe atendimento. Após um período de recuperação, o soldado deu baixa e voltou para casa, entretanto, o governo canadense pagou apenas ao homem o retorno para casa, tendo a mulher que ficar na França até conseguir dinheiro suficiente para poder retornar.

O retorno

Muitas mulheres ainda não possuíam documentos pessoais ou passaporte que as possibilitassem retornar, criando mais um problema ao governo canadense. Por fim, depois de inúmeros percalços, a grande maioria delas conseguiu retornar para casa. No entanto, algumas que haviam se tornado viúvas ou que seus companheiros e filhos haviam sido declarados desaparecidos em ação ficaram na Europa.

Ademais, com o encerramento do conflito, as mulheres canadenses adquiriram o direito de votar na eleição seguinte, em parte, pelo papel que desempenharam durante o conflito, tanto no território canadense, como no teatro de operações europeu.

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes (pesquisa e/ou material audiovisual): Listverse, History Net, BBC, Toronto Public Library