Série biografia – Quem foi Leila Diniz

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Leila Diniz foi um dos nomes mais famosos das décadas de 60 e 70, lançou moda e tendência, mas infelizmente nós deixou cedo demais. Com toda a certeza, você já deve ter ouvido falar do nome dela e no artigo de hoje, você vai conhecer um pouco sobre a sua história.

Leila Diniz

Leila Roque Diniz nasceu em 25 de março de 1945, na cidade de Niterói. Era filha de Newton Diniz, um bancário e de Ernestina Roque, uma professora de educação física. Contudo, seus pais se separaram quando Leila tinha apenas 7 meses de idade. Logo após a separação estar consumada, foi morar com seus avós paternos e logo depois de estabilizada a vida de seu pai, retornou a residir com ele e sua madrasta.

Aos 14 anos, saiu da casa de seu pai e foi morar com uma tia. Logo após, com apenas 15 anos de idade, começou a trabalhar como professora, chegando a possuir algumas turmas de jardim de infância, contudo, acabou por abandonar o magistério com 17 anos.

Indo em direção da fama

Foi com 17 anos de idade que Leila conheceu o cineasta Domingos de Oliveira. Logo depois de conhecê-lo, passaram a ter um relacionamento amoroso que durou três anos. A partir dessa época, passou a desenvolver a atividade de modelo. Além disso, foi nessa época também que começou a trabalhar como atriz. Os primeiros trabalhos foram no teatro, com peças infantis, mas não demorou muito e já começou a atuar também novelas da Rede Globo e em filmes.

Com o passar dos tempo, atuou em 15 filmes, 12 novelas, não apenas na Rede Globo mas também em outras emissoras existentes naquela época. Além disso, atuou em várias peças de teatro de sucesso. O seu último filme, “O dia marcado” foi lançado anos depois de sua morte.

Em 1965, casou-se com o cineasta Ruy Guerra, com quem manteve um relacionamento até 1971. Desse relacionamento nasceu a única filha de Leila, Janaína.

Contra os padrões da época

Uma das maiores características de Leila era a sua coragem em quebrar os padrões da época em que viveu. Só para exemplificar, nos dias atuais, é normal vermos mulheres de biquíni nas praias e muitas mulheres grávidas não se sentem inibidas de nenhuma forma ao usarem esse tipo de peça de roupa. Contudo, nem sempre foi assim, e durante as décadas de 60 e 70 nenhuma mulher grávida se atrevia a ir para a praia usando biquíni. Então, a maioria das pessoas deve lembrar o tamanho do escândalo que foi criado com a visita de Leila a uma praia, de biquíni, em plena gravidez.

Outro ponto.que merece ser comentado foram as suas entrevistas para jornais e revistas da época, em especial aquela dada para o jornal “O Pasquim”. Nessas entrevistas, Leila costumava falar de forma muito aberta sobre vários temas. Além disso, devemos lembrar que a época vivida era a da Ditadura Militar e a repressão contra essas ideias liberais se fazia muito presente. Por exemplo, na entrevista dada ao jornal “O Pasquim”, a cada palavrão que Leila Diniz dizia, eram colocados caracteres para representar a palavra. Ao final da matéria, haviam inúmeras palavras representadas dessa maneira.

Um fato interessante sobre aquela entrevista para o jornal “O Pasquim”, é que ela foi marcante não somente por ser com Leila Diniz e por tudo o que a entrevistada representa para a história, mas também pelo fato de que a edição em questão foi a mais vendida da história do jornal. Logo depois dessa edição, os serviços de censura do governo federal iniciaram a realizar o que ficou conhecida como censura prévia.

Subversão

Após algumas dessas polêmicas e alegando razões morais, a Rede Globo resolveu não renovar o contrato que tinha com a atriz. A partir de então ela passou a receber o apoio do apresentador Flávio Cavalcanti. Ela ainda se tornaria jurada no programa de Flávio e passaria a viver no seu sítio.

Foi também nessa época que Leila passou a ser acusada de ter ajudado militantes da esquerda da época. Tal ato era extremamente perigoso, ainda mais se considerarmos o fato de que ela já se encontrava nos radares do Regime Militar.

Teatro de Revista

Ainda no final da década de 60, Leila Diniz foi a responsável pela reabilitação do gênero conhecido como teatro de revista. A peça “Tem Banana na Banda” apresentou a atriz caracterizada como a inesquecível Carmem Miranda e foi marcante na história da arte nacional. A carreira de vedete de Leila não foi tão longa, mas sem dúvida foi muito bem sucedida.

Na peça, com estilo baseado no Tropicalismo, Leila adaptou textos de grandes nomes como: Millôr Fernandes, José Wilker, Luiz Carlos Maciel e Oduvaldo Viana Filho. Por causa de seu sucesso, recebeu de Virgínia Lane o título de “Rainha das Vedetes”.

O voo JAL 471

Crédito: Ken Fielding

Em 14 de junho de 1972, durante uma viagem de retorno da Austrália, onde havia ido participar do Festival de Cinema de Melbourne, sofreu um acidente aéreo que tirou a sua vida. Tal acidente ocorreu durante o procedimento de pouso no Aeroporto de Nova Delhi. Contudo, o fato mais triste sobre tal acidente é que Leila nem ao menos deveria estar no avião que se acidentou já que resolveu antecipar seu retorno ao Brasil e por isso embarcou na aeronave que sofreu o terrível acidente.

Outro fato que merece menção sobre o acidente que vitimou a atriz é que, apesar de se realizarem investigações, tanto pelas autoridades japonesas como pelas autoridades indianas, não foi possível se chegar a uma conclusão sobre o motivo do acidente. Além disso, entre os pertences da atriz, no local do acidente, foi possível identificar um diário que continha diversas anotações e uma última frase, que provavelmente estava se referindo ao acidente: “Está acontecendo alguma coisa muito es…”

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes (pesquisa e/ou material audiovisual): G1, E-Biografia, Catraca Livre, Adoro Cinema, Mary Red