Derramamento de rejeitos de urânio de Church Rock

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Alguns dos capítulos mais tristes da mineração no Brasil ocorreram quando barragens de rejeitos causaram tragédias, tal como ocorreu em 2015 quando uma barragem operada pela empresa Samarco na cidade de Mariana e em 2018, quando uma barragem operada pela Vale, na cidade de Brumadinho derramaram milhões de toneladas de lama tóxica sobre o povoações e casas de habitantes locais, causando destruição e mortes. No artigo de hoje vamos contar uma história parecida com esta mas ocorrida com rejeitos da mineração de materiais radioativos: O Derramamento de Rejeitos de Urânio de Church Rock.

 

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Church Rock é uma pequena cidade localizada no território da reserva dos Índios Navajo no estado norte-americano do Novo México. Antigamente, tal local era muito importante na mineração de urânio, para se ter uma ideia, existem aproximadamente 520 Minas e fábricas de processamento do material no local.

Era o dia 16 de julho de 1979 quando uma barragem de rejeitos com 350 milhões de litros de água radioativa e 1100 toneladas de um lodo ácido e radioativo rompeu-se e lançou os rejeitos em um pequeno arroio da região chamado Rio Puerco. A água contaminada causou ferimentos naqueles que tiveram contato com ela e muitas pessoas aproveitaram que após o meio-dia daquele mesmo dia a água baixou e foi possível buscar o seu gado do outro lado do rio, aumentando ainda mais a capacidade de contaminação aos habitantes locais.

Na verdade, vários relatórios apontavam que já haviam sido observadas fissuras na parede da barragem pela primeira vez no mês de dezembro de 1977, as fissuras foram consertadas em fevereiro do ano seguinte, mas mesmo assim novas fissuras foram observadas em outubro de 1978. A barragem não foi reparada novamente e o rio foi monitorado nos dias seguintes, mostrando níveis de radiação sete mil vezes maiores do que os níveis aceitáveis para o ser humano.

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Apesar dos pedidos do Conselho Tribal Navajo para que o governo federal norte-americano declarasse a área como uma área de desastre e tal pedido foi negado. Estudos apontam que os casos de câncer são muito mais comuns na população navajo do que no resto da população da área.

O acontecimento marcou a história de Church Rock e da mineração local e segundo estudos realizados nos dias atuais, o rio permanece com contaminação radioativa muito alta, com a presença de elementos como o urânio radioativo, rádio, tório e polônio além de outros metais pesados depositados no seu leito.

Até a próxima!!

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Fontes: Listverse, Ciência y Trabajo, Nuclear Risks