Os uso de gás venenoso na Primeira Guerra Mundial

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A Primeira Guerra mundial ficou marcada por ser uma guerra de trincheiras onde milhões de homens disputaram e morreram por um pequeno pedaço de terra de ninguém. Os avanços eram realizados a custa de milhões de baixas e geralmente eram de apenas alguns metros. A terra de ninguém, espaço entre as trincheiras dos dois lados, guardava uma sucessão de arames farpados, crateras de explosões de bombas e era vigiado por homens operando metralhadoras e franco atiradores.

Com base nessa ideia, militares de ambos os lados buscavam romper com a linha de combate inimiga e a estagnação que reinava no front, para tal, foi desenvolvida a aviação, que na época, ainda era muito rudimentar, a artilharia com o uso de armas cada vez maiores e técnicas mais precisas, blindados, com a possibilidade de avanço sem a exposição ao fogo inimigo, entre outras armas e técnicas.

Nasce o gás venenoso

Mas talvez a utilização de armas químicas e gases venenosos foi um dos eventos que mais marcaram o conflito e apesar de não ser algo que definiu vencedores, ficou no imaginário popular pelo terrível medo que incutia em ambos os lados.

O seu primeiro uso foi na Segunda Batalha de Ypres, no território pertencente a Bélgica, em 22 de abril de 2015, na ocasião, um nuvem de gás cloro era transportada pelo vento das trincheiras alemãs até as posições inglesas e francesas. O pânico tomou conta dos soldados que fugiram sem olhar para trás. Mesmo com a sua fuga, milhares de baixas foram reportadas.

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Não tardaria muito para Inglaterra e França iniciarem o uso de gás também. Em setembro de 1915, os ingleses também lançaram uma nuvem de gás cloro contra posições alemãs perto de Loos. O gás mostarda, outro agente químico que foi muito utilizado durante o conflito começou a ser utilizado em 1917, pelos alemães, também em Ypres. Já os aliados o utilizaram em novembro do mesmo ano em Cambrai.

O modo de operar os vários tipos de gás também mudou com o tempo. Nos primeiros ataques, o exército esperava a ocorrência de vento, e quando estivesse soprando contra as trincheiras inimigas, cilindros cheios de gás eram abertos e o agente químico era levado até o inimigo. O maior inconveniente dessa técnica era que em determinados casos, se o vento não fosse tão forte e mudasse seu rumo durante o processo, poderia retornar e atingir as posições dos soldados que o lançaram.

Protegendo os soldados

Com isso, foram desenvolvidas outras técnicas de lançamento do gás: através de bombas ou cápsulas que poderiam ser jogadas de aviões diretamente nas trincheiras inimigas e armas que permitissem lançar projeteis carregados de gás, através do uso de artilharia, com a mesma finalidade.

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Por outro lado, os exércitos também testaram várias formas de prevenir suas tropas do efeito nocivo das armas químicas ou de realizar o tratamento daqueles que foram expostos ao gás. Com isso, algumas das imagens mais conhecidas da Primeira Guerra Mundial são aquelas com soldados usando as suas máscaras de gás.

Em conjunto, os agentes químicos causaram a morte de aproximadamente 100 mil pessoas durante a primeira guerra Mundial, e apesar de seu uso ter sido proibido de forma veemente em conflitos posteriores, isso não impediu que fosse utilizado em várias ocasiões na história.

Até a próxima!!

Fontes: Terra, Incrível História, O Globo, Superinteressante, Brasil Escola