O desaparecimento de Ben Padilla

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Essa é um dos mais impressionantes casos de desaparecimento que já ocorreu na história mundial. Uma fuga engenhosa e sem precedentes que levou dois homens, em algumas versões, apenas um, a alçar voo com um Boeing 727, rumo a um local desconhecido até hoje. Conheça hoje a história do desaparecimento de Ben Padilla.

Entendendo o caso de Ben Padilla

Ben Charles Padilla era um piloto e mecânico norte americano que estava supervisionando a revisão e adaptação de um Boeing 727 que estava sendo arrendado para a empresa IRS Airlines. O avião estava parado no Aeroporto de Luanda, capital de Angola, sem conservação, por um período de quase dois anos já que a empresa TAAG Angola Airlines teria demonstrado interesse em arrendar e depois desistido.

A aeronave estava sem nenhuma poltrona na cabine de passageiros, sendo que em seu local foram colocados grandes reservatórios para o transporte de óleo diesel. Tal aeronave estava sendo utilizada para entregar o combustível em minas de diamantes na área e voou na época da guerra civil angolana, às vezes sob fogo.

Ben-Padilla

Ben Padilla

No dia 25 de maio de 2003, dois homens, Ben Padilla e John Mikel Mutantu, que era auxiliar de Padilla e tinha vindo do Congo, entraram na aeronave de matrícula N844AA e sem pedir permissão ou avisar a torre de controle do aeroporto, se dirigiram para a pista e decolaram. Nenhum dos dois homens era devidamente certificado para pilotar o Boeing 727 e esse tipo de aeronave precisava de três tripulantes para a sua operação.

A torre de controle acompanhou o movimento da aeronave em direção sudoeste, na direção do Oceano Atlântico, mas como o transponder foi desligado o seu rumo logo perdido. Segundo relatos, um avião teria pedido autorização para pousar no aeroporto das Ilhas Seychelles, que estão localizadas no Oceano Índico, rota contrária à originalmente percorrida pelo avião, mas nunca teria pousado.

Investigação

Vários países africanos, o Reino Unido e três agências do governo norte americano se ocuparam por anos da investigação do caso. Em grande parte, tal importância se deveu pelo pouco tempo que havia passado entre o caso e o ataque às Torres Gêmeas e ao Pentágono no mês de setembro de 2001.

Boeing_727

Os perfis dos homens foram traçados, várias testemunhas foram ouvidas e várias pistas foram seguidas. Uma delas dizia que um 727 teria sido encontrado em um aeroporto de Nova Guiné, mas foi revelado que era outra aeronave, outra pista dizia que o avião fora visto em um aeroporto da Nigéria, o que se revelou novamente um beco sem saída.

O tempo passou e nada mais foi encontrado dos homens que supostamente tripulavam a aeronave, da máquina ou de qualquer vestígio que pudesse levar a elucidar de forma definitiva o caso. Nesse momento entraram em cena as teorias.

Teorias e mistério

A primeira delas foi levantada pela própria irmã de Padilla. Ela dizia que o seu irmão provavelmente não teria roubado o avião e na verdade ele e a aeronave teriam sido sequestrados por um grupo.

Outras especulações davam conta de que a aeronave teria sido sequestrada com a intenção de causar um golpe de seguro, ou para disponibilizar suas peças para venda. Devemos lembrar que o mercado de peças de aeronaves é muito lucrativo e esse tipo de teoria sempre existe, por exemplo em casos como Malaysia Airlines MH370 e no Varig 967.

A terceira teoria é a que causou maior pavor nas agências de segurança norte americanas e dizia que a aeronave poderia ter sido desviada para algum grupo terrorista com intenções nefastas de ataque em solo do país ou de algum aliado.

Em 2005 o caso foi encerrado pelo FBI e isso também criou dúvidas em algumas pessoas, levando parte delas a acreditar que a solução havia sido encontrada e que a agência não quis divulgar por motivos incertos.

De qualquer forma, os dois homens e a aeronave que supostamente tripulavam naquele dia nunca mais foram vistos, entrando para a história dos mistérios nunca resolvidos.

Até a próxima!!

Veja Também: O mistério do Malaysia airlines – MH 370 e O misterioso caso do VARIG 967

Fontes: Air Space Mag, IASA, Hystoric Mysteries