O grande incêndio de Roma

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Por certo, todos nós já ouvimos falar do grande incêndio de Roma. Uma verdadeira tragédia ocorrida em 18 de julho de 64 d.C. que afetou mais da metade da cidade e destruiu 3 de suas 14 áreas. Então, vamos entrar em nossa máquina do tempo e conhecer um pouco de sua história.

O grande incêndio de Roma

De acordo com relatos históricos, o incêndio começou nas proximidades do Circo Máximo e se propagou rapidamente por outras áreas. Isso teria ocorrido já que a maioria das casas dos romanos da época eram conhecidas como ínsulas, que eram propriedades feitas de madeira. Além disso, os romanos utilizavam o fogo para se aquecer e cozinhar.

O incêndio durou 6 dias e afetou 10 das 14 horas zonas da cidade, três delas foram completamente destruídas. Milhares de pessoas perderam suas vidas tanto pelo fogo quanto pelos tumultos que se seguiram quando as pessoas tentaram desesperadamente salvar-se ou a seus bens.

O Imperador

Mas a essa hora você já deve estar lembrando de Nero, não é verdade?? Na época, realmente era ele o imperador romano e logo depois do incêndio apressou-se em afirmar que o evento teria ocorrido por culpa de uma nova religião que surgiu na época: o cristianismo. Na época, o Imperador perseguia de forma brutal os cristãos e ligá-los a um evento tão trágico servia a ele de várias formas.

O maior mistério em relação a esse incêndio reside em suas causas pois elas não foram totalmente explicadas até os dias de hoje. Existem várias teorias que afirmam que teria sido o próprio Nero quem ordenou o incêndio para que pudesse construir o seu novo palácio no local ou por algum outro motivo obscuro. Outras teorias dizem que o contexto social da época, a forma das construções romanas e a forma de obtenção de energia fez com que o incêndio ocorresse. De acordo com outros pesquisadores, o incêndio poderia ter se iniciado de forma criminosa, mas não por ordem de Nero.

Nero colocou fogo em Roma??

A versão de que Nero teria mandado incendiar Roma tem ainda um tempero a mais. De acordo com ela, além de não se preocupar com o que poderia ocorrer com os moradores da cidade, Nero ainda teria ficado na parte de cima de seu palácio tocando uma lira ou violino e observando a cidade arder em chamas.

Mas aos poucos, essa versão foi sendo questionada pelos historiadores e hoje encontra-se praticamente desmentida apesar de ainda ser muito forte na cultura popular. Em primeiro lugar, a lira já existia na época de Nero, mas o violino ainda não.

Outro fato citados por aqueles que acreditam que Nero não ordenou o incêndio é que na época, havia um clima muito seco, um calor forte e ventava muito, condições específicas para transformar um pequeno incêndio em uma catástrofe. Outros historiadores apontam inclusive que Nero não poderia ter ordenado o incêndio já que o fogo destruiu alguns monumentos que ele havia mandado construir recentemente. Isso se uniria com os relatos históricos de que Nero seria uma pessoa extremamente orgulhosa de seus feitos, ou seja, ele não destruiria monumentos que alimentavam seu ego e orgulho.

Outro fato que é citado por aqueles que acreditam na teoria do incêndio acidental ou natural é que Nero foi visto por testemunhas diretamente envolvido nos trabalhos de extinção do incêndio. Por certo que Nero tomou tais providências quando o incêndio se aproximava de seu palácio, mas isso seria outra história.

Consequências do incêndio

De qualquer forma, Nero realmente aproveitou a área que foi aberta pelo incêndio de Roma para construir o seu mais novo e enorme palácio. Por outro lado, esse palácio também foi o motivo do início de sua ruína, já que, de tão caro, ele teve de aumentar os impostos e requisitar tesouros dos templos, fazendo com que a população se virasse contra ele.

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes: História do Mundo, Infoescola, Brasil Escola, História de Tudo, R7