O Caso Taman Shud – O homem de Somerton – Pt 3

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Somerton

Chegamos agora com a terceira e última parte do artigo sobre O Misterioso Caso Taman Shud – O Homem de Somerton. Veja as partes anteriores: O Mistério do Caso Taman Shud – o Homem de Somerton e O Mistério de Taman Shud – O Homem de Somerton – Pt 2.

Anos depois

O caso segue aberto pela polícia australiana e apesar de nenhuma linha de investigação ter resultado ou ter uma resposta definitiva sobre a identidade do homem ou o que o matou, outras evidências foram sendo colhidas ao longo do tempo e pessoas foram sendo entrevistadas e investigadas.

Um dia depois que aquele morador que encontrou a cópia do Rubaiyat em seu banco traseiro entregou o livro à polícia, outro homem também morador de Glenelg afirmou que também havia encontrado um livro com a mesma página faltante na traseira do seu carro pouco antes do suposto horário da morte do Homem de Somerton.

Outro fato interessante foi observado ao longo do tempo: A polícia descobriu que o túmulo onde haviam sido depositados os restos mortais do misterioso homem estava recebendo flores, a polícia investigou e chegou até a uma mulher que as depositava no local. Ao investigá-la e tomar o seu depoimento descobriu-se que ela não sabia qualquer fato sobre o crime.

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Nos anos 70, durante uma entrevista com Paul Lawson, que foi o responsável pelo molde do rosto e do corpo do Homem de Somerton, ele se recusou a responder a uma pergunta realizada pela Australian Broadcasting Corporation, sobre se alguém teria identificado positivamente o falecido durante as investigações.

Evidências da enfermeira

Muitos anos mais tarde, uma senhora chamada Kate Thomson veio a público para firmar que era a filha da enfermeira que teria dado o livro para o Tenente Boxall.

Tenente Alfred Boxall

Tenente Alfred Boxall

Segundo Kate, sua mãe se chamava a Jéssica Thomson e seria nada mais nada menos que uma espiã soviética e provavelmente teria tido participação direta na morte do Homem de Somerton, apesar de ter negado durante toda a sua vida conhecê-lo. A senhora Jéssica Thomson faleceu em 2007.

Outros pesquisadores apoiando-se nessa teoria dizem que na verdade a senhora Jéssica Thomson teria sido companheira do Homem de Somerton e com ele teria tido um filho chamado Robin. Essa afirmação é sustentada por Roma Egan, viúva de Robin. Apesar dos pedidos de exumação do corpo de Robin e da realização de um teste de DNA tais pedidos foram negados pelo governo australiano.

Casos relacionados

Seguindo várias linhas de investigação os policiais australianos relacionaram dois casos de morte ao evento que gerou o mistério de Taman Shud. Um deles ocorreu em junho de 1945 e o outro em junho de 1949. O caso Marshall ocorreu em junho de 1945 e envolveu George Marshall, um homem de Singapura de 34 anos que foi encontrado morto em Ashton Park, em Sydney, com uma cópia do livro Rubaiyat de Omar Kayyan junto consigo.

Omar

O caso Mangnoson ocorreu em 6 de junho de 1949 a cerca de 20 Km da costa de Somerton e envolveu o senhor Keith Mangnoson e seu filho Clive de apenas 2 anos. Segundo os relatos da época, o pai foi encontrado inconsciente e o filho foi assassinado. Os dois foram encontrados pelo senhor Neil McRae, que afirmou ter descoberto a sua localização em um sonho que teve na noite anterior.

O estranho nesse caso é que a família Mangnoson havia sido ameaçada por um homem mascarado que dizia que eles não deveriam procurar a polícia. Segunda a mãe de Clive Mangnoson, isso poderia se relacionar com a tentativa de seu marido de identificar o Homem de Somerton, já que acreditava que ele era Carl Thompsen, um ex-colega de trabalho.

Além disso, algumas autoridades da região também receberam ameaças endereçadas a elas próprias ou a senhora Mangnoson que depois de ser interrogada pela polícia entrou em colapso e teve de ser internada.

Teorias

Apesar de todos os caminhos que foram seguidos durante tantos anos de investigação, nenhuma teoria foi oficialmente divulgada como a causa do crime. Isso não impediu que os próprios investigadores e outras pessoas que tiveram contato com o caso formulassem várias teorias sobre o acontecido:

Teoria do espião

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Levando em conta o que foi dito pela filha da suposta enfermeira que teria conhecido o Homem de Somerton e talvez até mesmo participado de sua morte e a mensagem cifrada que foi encontrada nas roupas do falecido. Por muito tempo, foi seguida a linha de investigação de que o Homem de Somerton seria um espião de outra nação que teria sido descoberto e morto, por um veneno não detectável.

A inexistência de qualquer etiqueta em suas roupas ou qualquer documento levado consigo aumenta a força desta teoria já que aparentemente o misterioso homem não queria ser reconhecido e sabia como fazer isso.

Teoria do apaixonado suicida

Para algumas pessoas, o Homem de Somerton nada mais seria do que um homem apaixonado que teria sido rejeitado pela mulher amada e que teria se deslocado para longe de onde morava com o intuito de se suicidar.

Essa teoria criticada pelo fato de que não contempla a linha de investigação referente ao livro Rubaiyat e as estranhas mensagens cifradas encontradas nas roupas.

Teoria do militar que sabia demais

Uma das teorias formuladas é a de que o misterioso homem pertencia ou teria pertencido em alguma época ao exército e por ter conhecimento de algum segredo militar teria sido assassinado. Essa teoria diz que talvez o homem tenha até mesmo colaborado com espiões inimigos e como queima de arquivo foi morto.

Teoria da viagem do tempo

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Algumas pessoas acreditam que na verdade o Homem de Somerton era um viajante do tempo ou mesmo interdimensional e por isso não havia nenhuma identificação dele nos registros policiais. Segundo tal teoria, ele teria cometido suicídio ou mesmo se envolvido em alguma confusão que fez com que alguém o assassinasse.

Nenhuma evidência concreta

Depois de passadas várias décadas do assassinato do Homem de Somerton, não existe nenhuma resposta definitiva sobre o que ocorreu na madrugada dos dias 30 de novembro e 1° de dezembro de 1948.

Mesmo os relatos da suposta filha da enfermeira que alega que a mãe era uma espiã russa e que teria participado ativamente da morte do homem não puderam ser confirmados devido a falta de mais evidências que pudessem ligar sua mãe, à enfermeira, que havia pedido a polícia para não ser identificada.

Apesar das acusações de que o homem seria um espião soviético, mesmo que não pudessem ser identificados, seus pertences não provinham de tal país sendo mais alinhados com o estilo de produção norte-americano.

O homem foi sepultado  em Somerton e em sua Sepultura existe a inscrição “aqui jaz um homem desconhecido que foi encontrado na Praia de Somerton em 1° de dezembro de 1948”.

Até a próxima!!

Veja também: O misterioso Clube dos 27

A misteriosa Lesma de Plutão

O misterioso caso do VARIG 967

Fontes: Mundo Estranho, Perdidos na Terra, Hypercubic, Leituras da História, História de Mistérios, Cipher Mysteries, Mother Nature Network