5 pessoas que salvaram judeus na Segunda Guerra Mundial

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Durante o período conhecido como a Segunda Guerra Mundial aconteceu um dos eventos mais tenebrosos da história humana: o Holocausto. Durante aqueles anos, o governo alemão eliminou de forma sistemática os judeus que moravam em vários países europeus ocupados pelas suas tropas. Mas esse período assustador também foi marcado pela coragem de pessoas que lutaram contra esse crime que era praticado pelos nazistas e mesmo contra nas leis da época e sabendo do risco que havia para sua própria vida salvaram pessoas da morte certa. Então, no artigo de hoje vamos conhecer cinco dessas pessoas que salvaram judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Oskar Schindler

Oskar Schindler é sem dúvida o mais conhecido entre aquelas pessoas que salvaram judeus durante a Segunda Guerra Mundial e receberam o prêmio de justo entre as nações pelo instituto Yad Vashem, em parte por conta de sua fantástica história e em parte por conta do filme “A lista de Schindler”, de 1993. Schindler utilizou de expedientes variados para fazer com que as autoridades alemãs deixassem um total de 1200 judeus aos seus cuidados até o final da guerra e assim salvou as suas vidas. Logo depois, entrou em falência devido a seus esforços em subornar as autoridades, e na compra de provisões para os seus funcionários;

Raoul Wallemberg

Nem só de Schindler vive a história das pessoas que salvaram judeus durante a Segunda Guerra Mundial, Raoul Wallemberg é outra dessas pessoas que enfrentaram o risco de sofrer perseguição ou até mesmo a morte por parte das autoridades alemãs pelos seus esforços em salvar vidas. Este sueco era diplomata de seu país na Hungria e estima-se que ele tenha salvo aproximadamente 100 mil judeus. O seu método foi semelhante a de outros diplomatas de países neutros com a expedição de passaportes especiais para os cidadãos judeus que, apesar de não serem legalmente válidos, qualificavam os cidadãos como suecos à espera de repatriamento.

Como última ação de salvamento de judeus, ele negociou com alguns oficiais nazistas e comandantes das forças armadas alemãs na Hungria e conseguiu cancelar a ordem para que uma grande quantidade deles fosse deportada para os campos de extermínio na Alemanha. Para isso, ele usou um bilhete assinado por um fascista húngaro, que ameaçava os oficiais alemães de processos por crimes de guerra. No entanto, sua morte se encontra envolta em mistério já que, em 17 de janeiro de 1945, ele e o seu motorista foram presos pelas autoridades soviéticas que os acusavam de serem espiões da agência de inteligência britânica. Assim  sendo, ele supostamente faleceu em uma prisão soviética dois anos depois.

Feng Shan Ho

 

O ocupante deste posto era um diplomata chinês ocupante do cargo de cônsul geral da embaixada chinesa em Viena, Áustria, no período em que este país foi anexado pela Alemanha nazista. Depois da infame noite dos cristais, em 1938, a situação para os judeus que viviam na Áustria se tornou insustentável. Feng Shan Ho passou a atuar contra as ordens de superiores hierárquicos e começou a emitir vistos que permitiam a fuga dos judeus para Xangai. Suas atividades se mantiveram até 1940 quando foi ordenado a voltar para a China. Estima-se que durante esse curto período de tempo, salvou cerca de 2000 pessoas.

Depois de retornar para a China permaneceu como diplomata deste país até 1949. Logo depois da vitória comunista na Revolução Chinesa, seguiu para Taiwan, onde permaneceu como diplomata servindo em países como o Egito, México e Colômbia. Se aposentou em 1973, ocasião em que foi residir na cidade de São Francisco, Califórnia. Em seus últimos anos, escreveu suas memórias intituladas “Meus 40 anos como diplomata”, publicadas em 1990. Faleceu em 28 de setembro de 1997, aos 96 anos

Irena Sendler

Esta assistente social polonesa foi uma das grandes heroínas de guerra daquele país, pertenceu a resistência polonesa em Varsóvia e ajudou a salvar 2500 crianças judias do Gueto de Varsóvia. Sua maneira de agir incluía fornecer documentos falsos e abrigar os menores em lares de crianças e com famílias fora do gueto. Ela se aproveitava do status de funcionária do departamento de bem-estar social para entrar e sair livremente no Gueto de Varsóvia, uma vez que tinha permissão especial para isso.

Durante o período, ela realizava inspeções de condições sanitárias no gueto e retirava as crianças carregando-as em caixas, malas ou carrinhos. Em algumas ocasiões, sob o pretexto de conter surtos de febre tifoide, retirou bebês e crianças em ambulâncias e bondes, às vezes disfarçando-as como pacotes.

Foi torturada e enfrentou prisão mas não desistiu de fazer tudo o que podia para ajudar os pequenos moradores do Gueto de Varsóvia. Durante um de seus períodos de prisão foi condenada à morte. Contudo, enquanto esperava pela sua execução, foi retirada da cela por um soldado alemão que afirmava necessitar dela para um “interrogatório adicional”. Ao sair do prédio, o soldado gritou em polonês “corra!”. No dia seguinte, ela encontrou seu próprio nome na lista de pessoas que haviam sido executadas, tudo isso se deu devido ao fato de que os membros do seu grupo haviam conseguido deter a execução ao subornar os soldados alemães, assim ela pode continuar a trabalhar com uma identidade falsa. Faleceu em 12 de maio de 2008, aos 98 anos.

Aristides de Sousa Mendes

Aristides de Sousa Mendes era um diplomata português e, com seus atos, escreveu seu nome na lista das pessoas que salvaram judeus. Ele também teve de enfrentar as ordens de seus próprios superiores hierárquicos para salvar pessoas que estavam sendo perseguidas pelo governo nazista. O período em que atuou foi curto, entre os dias 16 a 23 de junho de 1940. No entanto, nesse período ele emitiu milhares de vistos para que refugiados pudessem escapar do nazismo.

Apesar de não se ter certeza sobre a quantidade de vistos que foram emitidos por Aristides, algumas fontes afirmam que mais de 30 mil pessoas foram salvas devido aos seus esforços em desobedecer as ordens do governo português, destas, estima-se que 12 mil eram judeus. Devido a suas ações Aristides foi alvo de um processo disciplinar e sentenciado a um ano de inatividade, com direito a metade do seu salário, obrigando-se a sua aposentadoria ao final desse prazo. O herói português viveu até 3 de abril de 1954.

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes (pesquisa e/ou material audiovisual): National Geographic, RTP, Portal Raízes, Globo, All Thats Interesting