5 pessoas que salvaram perseguidos pelo regime nazista – 2

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No artigo anterior da série 5 pessoas que salvaram os perseguidos pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, contamos um pouco da história de 5 pessoas que salvaram quase 50 mil perseguidos do terrível regime nazista. Então, no artigo de hoje, vamos dar continuidade a esse tema e contar a história de mais cinco desses heróis que arriscaram suas vidas para salvar pessoas durante o maior genocídio da história mundial.

Hugh O’Flaherty

A nossa lista de hoje começa com um padre católico irlandês que salvou cerca de 4000 soldados aliados e judeus na cidade de Roma durante a Segunda Guerra Mundial. O seu método consistia em se utilizar de seu status de sacerdote e sua proteção no estado do Vaticano para esconder em apartamentos, fazendas ou conventos esses milhares de pessoas. Ademais, durante esses intentos para salvar esses perseguidos pelo nazismo, foi alvo do governo alemão e sobreviveu a uma tentativa de assassinato. Viveu até 1963.

Giorgio Perlasca

O italiano Giorgio Perlasca era cônsul-geral da Espanha na Hungria e utilizou desse status, tal como vários outros embaixadores e membros de corpos diplomáticos da época, para salvar mais de cinco mil judeus do holocausto. O método utilizado por ele consistia em criar passaportes falsos para facilitar a saída do cidadão judeus da Hungria. Após perder seu cargo, ele fingiu ser o seu substituto para continuar imprimindo tais documentos. Ele também costumava abrigar pessoalmente os judeus húngaros enquanto aguardavam a confecção de seus passaportes falsos. Depois da guerra, viveu no anonimato até 1987 quando foi contatado por um grupo de judeus húngaros que ele próprio havia resgatado. Faleceu em 1992.

Georg Ferdinand Duckwitz

O ocupante desse posto possui uma história peculiar: Georg Ferdinand Duckwitz era um membro alemão do partido nazista que havia sido enviado especial para a Dinamarca. Em 1943, quando um plano de deportação em massa de judeus para os campos de trabalho e de extermínio passou a ser seu conhecimento, ele fez uma visita secreta à Suécia e convenceu o primeiro-ministro daquele país a permitir que os refugiados judeus dinamarqueses pudessem escapar para lá. Logo depois, o passo seguinte de seu plano foi retornar a Dinamarca e notificar os rabinos mais velhos do país do plano que estava sendo colocado em funcionamento. Assim sendo, nos dois meses seguintes, mais de 6 mil judeus escaparam da Dinamarca para a Suécia através do mar.

Duckwitz ficou em silêncio sobre suas ações, já que se revelasse o que havia feito, arriscava enfrentar a pena de morte. Logo após o fim do conflito, continuou trabalhando como embaixador da Alemanha Ocidental na Dinamarca. Surpreendentemente, estima-se que, devido às suas ações heroicas, cerca de 99% dos judeus na Dinamarca sobreviveram ao holocausto. Faleceu em 1973

Dimitar Peshev

Dimitar Peshev foi vice-presidente da Assembleia Nacional da Bulgaria e ministro da justiça durante o período da Segunda Guerra Mundial. Sua ação consistiu em impedir que o Gabinete Búlgaro realizasse a deportação de 48 mil judeus. A Bulgária teve uma história sangrenta em relação à perseguição dos judeus já que reuniu milhares deles para serem deportados para os campos de extermínio. Mas, quando se tratou de seus próprios cidadãos judeus, enfrentou grande oposição tanto de Peshev quanto de membros da Igreja Ortodoxa Búlgara.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial ele foi acusado de antissemitismo e anticomunismo pelos tribunais soviéticos e sentenciado à pena de morte. No entanto, após os pedidos insistentes da comunidade judaica local, sua sentença foi comutada para 15 anos de prisão mas foi libertado após um ano. Viveu na pobreza até sua morte, em 1973.

Aracy de Carvalho Guimarães Rosa

Em nossa lista de pessoas que salvaram perseguidos pelo regime nazista não poderia faltar Aracy de Carvalhho Guimarães Rosa, uma funcionária do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, designada para desempenhar suas funções na Alemanha durante o período da Segunda Guerra Mundial. Como Aracy trabalhava diretamente com o Cônsul Geral na cidade de Hamburgo, ela costumava colocar os vistos destinados a judeus no meio dos papéis que o diplomata deveria assinar. Para obter aprovação desses documentos, Araci não colocava a letra “J”, que significava que aquele visto era destinado a um judeu, como ordenava uma circular secreta do governo brasileiro de N° 1127.

Aracy casou-se, ainda na Alemanha, com João Guimarães Rosa, que época era cônsul-adjunto da mesma repartição. Permaneceu na Alemanha até 1942, quando ocorreu o rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Alemanha. Ademais, é importante ressaltar que, devido aos seus esforços, ganhou o apelido de “Anjo de Hamburgo”. Não se tem certeza de quantos judeus puderam ser salvos pelas atividades de Aracy, mas estima-se que aproximadamente uma centena puderam obter seus vistos. Aracy faleceu em 28 de fevereiro de 2011, aos 102 anos.

Não se esqueça de conferir também a nossa primeira lista de pessoas que salvaram os perseguidos pelo regime nazista.

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Veja também: Naufrágios de navios brasileiros na Segunda Guerra Mundial

* Salvo aquelas que são de domínio público, todos os direitos autorais sobre as obras audiovisuais deste artigo pertencem aos seus proprietários.

Fontes (pesquisa e/ou material audiovisual): National Geographic, RTP, Portal Raízes, Globo, All Thats Interesting, Irish Central, Jewish Foundation