4 histórias de pessoas que sobreviveram em ilhas desertas

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Se você já assistiu o filme “Náufrago” ou alguma outra obra de ficção na qual algum sobrevivente de um naufrágio ou acidente vai parar em uma ilha deserta e após muitas provações acaba sobrevivendo, deve se lembrar do drama e das dificuldades de se sobreviver em um local isolado. No entanto, a história coleciona várias histórias de pessoas que sobreviveram em ilhas desertas e várias delas merecem ser contadas em nosso site. Então, no artigo de hoje, vamos conhecer uma lista com quatro casos de pessoas que sobreviveram em ilhas desertas mesmo contra todas as probabilidades.

John Kennedy e a tripulação do barco PT-109

Essa história ocorreu em 1943. Naquela ocasião, o futuro presidente norte-americano John Kennedy era capitão do barco de patrulha PT-109 que foi afundado por um barco japonês. No ataque, 2 de seus 12 tripulantes morreram e os que sobreviveram se agarraram aos pedaços do barco e se deslocaram até uma pequena ilha próxima. Depois de dois dias na pequena ilha, Kennedy sua tripulação, sem comida ou água, perceberam que necessitavam se deslocar nadando para uma ilha maior para que pudesse ter maiores chances de sobreviver. Assim sendo, a empreitada do grupo foi nadar até a Ilha Olasana. Desde o ataque ao seu barco e o seu salvamento decorreram seis dias. Tempos depois, a pequena ilha onde os homens se abrigaram inicialmente passou a se chamar: Ilha Kennedy.

Ada Blackjack

No outono de 1921, uma equipe de 5 pessoas comandadas pelo explorador Vilhjalmur Stefansson se deslocou até a ilha de Wrangel, ao norte da Sibéria, com o objetivo de reivindicar o território para o Canadá ou para a Grã-Bretanha. O plano da conquista era ficar um ano na ilha e levar seis meses de suprimentos. Logo depois, o que faltasse seria obtido com o trabalho dos próprios membros da expedição através da caça.

Vamos nos concentrar no personagem dessa história: Ada Blackjack, uma esquimó contratada especialmente como cozinheira e costureira da expedição. Um detalhe sobre essa sobrevivente é que aceitou o trabalho com objetivo de salvar seu filho que sofria de tuberculose. Sem comida e doentes, os quatro homens da expedição morreram deixando Ada sozinha na ilha. Dois anos depois do início da expedição ela foi resgatada por um ex-colega de Stefanson.

Com dinheiro que Ada ganhou na viagem e algumas centenas de dólares pela venda de peles de animais que caçou enquanto esteve na ilha, ela conseguiu levar o seu filho até a cidade de Seattle para tratar de sua tuberculose. Por outro lado, ela não se beneficiou de nenhuma das publicações de livros e artigos populares que contavam a história de sua sobrevivência.

Alexander Selkirk – Dando origem a Robinson Crusoé

Alexander Selkirk foi um marinheiro escocês que, em setembro de 1704, foi deixado em uma ilha desabitada a mais de 400 quilômetros a oeste do Chile, conhecida na época como: Isla de Más a Tierra. Na verdade, ele foi exilado por vontade própria já que o navio em que estava havia participado de algumas batalhas marítimas contra os espanhóis e ele temia que o navio afundasse.

Ele levou consigo algumas roupas, um mosquete, algumas ferramentas, uma Bíblia e tabaco. Então, ao que tudo indica, ele pensava que seu resgate seria efetuado em poucos dias. No entanto, quando percebeu que o seu resgate não seria tão rápido, começou a tentar tornar a sua vida um pouco mais agradável, tendo companhia apenas de ratos, cabras e gatos. Finalmente, em fevereiro de 1709, dois corsários britânicos ancoraram no local e o salvaram. Em 1713, ele publicou o relato de suas aventuras. Essas memórias podem ter sido a base, seis anos depois, para Daniel Defoe escrever seu famoso romance “Robinson Crusoé”. Como curiosidade, a ilha onde o náufrago ficou durante os quatro anos de seu sofrimento passou a ser chamada de Robinson Crusoé Island.

Capitão Charles Barnard e tripulação

O capitão Charles Barnard comandava o navio britânico Nanina, que em 1812 resgatou a tripulação do navio britânico Isabela que havia naufragado nas proximidades da Ilha Eagle, parte das Ilhas Malvinas. Percebendo que não haveria provisões para todos os passageiros extras, Barnard e outros quatro membros de sua tripulação saíram à terra para buscar mais comida. Durante sua ausência, a mesma tripulação que havia salvado tomou o controle da embarcação Nanina e deixou os cinco homens abandonados à sua própria sorte. É importante dizer que esse foi um grupo de pessoas que sobreviveram em ilhas desertas, mas merce ser contado devido à sua peculiaridade.

Barnard e seu grupo só foram resgatados em novembro de 1814, pelos baleiros britânicos ASP e Indispensable. Quinze anos depois, o capitão escreveu um livro com suas memórias sobre o período em que passou abandonado na ilha.

Crédito: Aaron Escobar

Um fato importante para entender a deslealdade da tripulação do barco britânico e de seu capitão George Higton é que Charles Barnard navegava sob uma bandeira norte-americana e na época os Estados Unidos encontravam-se em guerra contra o Reino Unido. O interessante disso é que a tripulação do navio Isabela não sabia disso. No entanto, em uma noite anterior ao motim, em um jantar oferecido aos membros da tripulação do navio Isabela, o próprio Barnard teria cometido um enorme erro ao comentar: “tecnicamente estamos em guerra uns contra os outros”.

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes (pesquisa e/ou material audiovisual): Listverse