Biografia – Quem foi Monteiro Lobato

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O nosso personagem de hoje, retratado na série de biografias é um dos maiores escritores brasileiros do século XX, sem dúvidas, seus personagens são reconhecidos em vários locais por quase todos. Neste artigo, vamos conhecer um pouco da biografia de Monteiro Lobato.

O Início da vida de Monteiro Lobato

José Bento Renato Monteiro Lobato, nome completo de nosso personagem, nasceu na cidade de Taubaté, ainda no tempo do Império Brasileiro, filho de José Bento Marcondes Lobato e de Olímpia Augusta Lobato e foi criado em um sítio. Foi alfabetizado pela sua mãe e depois por um professor particular. Aos sete anos de idade, entrou para a escola regular.

Monteiro Lobato

Seus primeiros contatos com a leitura ocorreram na biblioteca de seu avô, o Visconde de Tremembé (1830-1911). Ainda em sua adolescência, começou a contribuir para três jornais diferentes, infelizmente esses primeiros textos não são conhecidos. O seu primeiro texto conhecido foi escrito aos 14 anos e se chama: “Rabiscando”. Além de seu talento reconhecido para a escrita, tinha grande talento para o desenho, e começou a colaborar em jornais como desenhista e caricaturista.

Ao encerrar seus estudos no que conhecemos hoje como o ensino médio, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na capital do estado de São Paulo. Monteiro Lobato se formou em 1904. ainda no mesmo ano, voltou para a cidade de Taubaté onde conheceu Maria Pureza Natividade, sua futura esposa com quem teve quatro filhos: Marta, Edgar, Guilherme e Rute. Foi nomeado promotor público da cidade de Areias, na divisa com o estado do Rio de Janeiro, em 1907.

Fazenda Buquita - Herança recebida por Monteiro Lobato

Vida de escritor

Em 1911, deixou o cargo público na cidade de Areias e mudou-se para a Fazenda de São José do Buquira, que recebeu de herança após o falecimento de seu avô. Em 12 de novembro de 1912, publicou o seu artigo “Velha Praga” na edição vespertina do jornal O Estado de São Paulo, conhecida na época como O Estadinho. A publicação causou polêmica pois destacava a ignorância dos moradores locais e criticava as queimadas que eram efetuadas pelos agricultores. Ainda afirmava que a miséria era responsável pela falta de desenvolvimento da agricultura na região. O texto foi enviado como uma reclamação que deveria ser publicada na seção de correspondências do leitor foi deslocada pela redação do jornal como artigo.

Urupês - Livro de Monteiro Lobato

Pouco depois, publicou o artigo “Urupês”, onde aparece pela primeira vez um de seus personagens mais icônicos: Jeca Tatu. Nesses anos resolveu envolver-se na política, mas sua carreira foi curta e logo a abandonou.

Em 1917 vendeu a fazenda e foi morar na cidade de Caçapava, onde fundou a revista “Paraíba”, que teve 12 números publicados. Em seguida mudou-se para a cidade de São Paulo, onde colaborou para a “Revista do Brasil”.

Narizinho

Literatura Infanto-Juvenil

Em 1921, iniciou a sua carreira de autor de livros infanto juvenis com a obra “A Menina do Narizinho Arrebitado”, com a criação de outra de suas personagens conhecidas, Lúcia, mais conhecida como “Narizinho”. Em seguida, se iniciaram as outras publicações destinadas a esse mesmo público: Fábulas de Narizinho (1921), O Saci (1921), O Marquês de Rabicó (1922), A Caçada da Onça (1924), O Noivado de Narizinho (1924), Jeca Tatuzinho (1924) e O Garimpeiro do Rio das Garças (1924).

Em 1920 fundou a gráfica Monteiro Lobato que foi encerrada em 1924 devido a problemas criados pela política do governo federal da época. Em 1927, fundou a Companhia Editora Nacional, em sociedade com Octalles Marcondes, no Rio de Janeiro. No mesmo ano foi nomeado adido comercial do Brasil em Nova Iorque, no governo de Washington Luís.

monteiro

Carreira diplomática e a perseguição do governo Vargas

Morou por 4 anos nos Estados Unidos na missão diplomática que lhe foi dada, na ocasião, constatou a lentidão do desenvolvimento brasileiro ante o progresso americano. Com o que havia visto no país fundou empresas de ferro e petróleo, pelo que viu no esforço, escreveu dois livros: “Ferro” (1931) e “O Escândalo do Petróleo” (1936), pelas críticas tecidas ao governo Getúlio Vargas, as obras foram proibidas e o serviço de inteligência recolheu os exemplares disponíveis. Foi preso em 1941 por 6 meses no Presídio Tiradentes acusado de contrariar interesses nacionais. Mesmo depois de sair da prisão, continuou a ser perseguido pela ditadura do Estado Novo.

Monteiro Lobato sofreu um segundo espasmo cerebral e morreu às 4 horas da madrugada de 4 de julho de 1948.

Até a Próxima!!

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