Série biografia – Quem foi Oswaldo Cruz

 

Oswaldo Cruz

Oswaldo Gonçalves Cruz, mais conhecido apenas como Oswaldo Cruz, foi um dos brasileiros mais notáveis da história, tendo atuado como pesquisador e sanitarista no final do século XIX e início do século XX. No artigo de hoje vamos conhecer um pouco da biografia desse grande nome da história brasileira.

Oswaldo Cruz e a vida acadêmica

Oswaldo Cruz era paulista, nascido em Santa Cruz do Paraitinga em 5 de agosto de 1872. Era filho do médico carioca Bento Gonçalves Cruz e de Amélia Bulhões da Cruz. Ainda com cinco anos de idade mudou-se para o Rio de Janeiro com a sua família.

Sua vida estudantil se iniciou com os ensinamentos ministrados em sua casa por sua mãe. Com isso, antes de entrar na escola regular, já sabia ler e escrever. Em seguida estudou nos Colégios Laure, São Pedro de Alcântara e Abílio. Antes de iniciar a faculdade de medicina, ingressou no Externato Dom Pedro II, com o objetivo de realizar o curso preparatório. Seus estudos precoces deram resultado e com apenas 15 anos entrou para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Cinco anos depois, com apenas vinte anos, formou-se médico.

Depois de formado

No mesmo ano, casou-se com Emília da Fonseca Cruz, jovem de família rica e três anos mais tarde foi para um estágio no Instituto Pasteur de Paris. Em seguida, retornou ao Brasil com o desafio de combater um grande surto de peste bubônica que ocorria na cidade de Santos. Em tal local, constatou que apenas com a utilização do soro adequado é que se podia combater a doença. Mas naquela época, a importação era demorada e prejudicial para aqueles que precisavam, por isso, foi o precursor da ideia da criação de uma instalação governamental para fabricá-lo. Nasceu assim, no ano de 1900, o Instituto Soroterápico Federal, cuja direção assumiu em 1902.

Assumiu o cargo de Diretor Geral da Saúde Pública em 1903 no governo do presidente Rodrigues Alves e coordenou a campanha que culminou na erradicação da febre amarela e varíola no Rio de Janeiro.

Oswaldo Cruz

Contra a febre amarela e a revolta da vacina

Naqueles dias a febre amarela era a maior preocupação dos órgãos de saúde do governo da época. Por isso, Osvaldo Cruz, isolou os doentes e iniciou a campanha para acabar com as águas paradas na cidade. Além disso, reuniu um contingente de 85 funcionários e foi às ruas para eliminar os locais onde os pequenos mosquitos se criavam. Esses grupos de pessoas foram nomeados de “Batalhões Mata Mosquitos”.

Em 1904, convenceu o presidente Rodrigues Alves a realizar uma campanha massiva de vacinação na cidade do Rio de Janeiro. Como se podia imaginar, apesar das boas intenções, a população ficou contra Osvaldo Cruz e uma campanha massiva contra a vacinação obrigatória tomou conta de todos os jornais da capital. Além dos detratores da campanha de vacinação, a população não gostou da invasão de seus lares e isso ocasionou o episódio que conhecemos como a Revolta da Vacina, episódio que se encerrou com 20 mortes.

Nas ruas haviam vários rumores estranhos, teorias da conspiração e notícias falsas sem nenhum fundo de verdade a respeito da vacinação. Uma das mais difundidas dizia que a vacina não evitava a febre amarela e ainda mais, que causava outras doenças. Durante a Revolta da Vacina, ocorreu uma revolta menor, conhecida como a revolta do “quebra-lampeão”. Na ocasião, todos os lampeões foram quebrados pela fúria popular.

O fim da revolta

A vacina, apesar do nome da revolta, não foi o único motivo que levou o povo a se descontentar e confrontar as forças públicas. Uma reforma urbana, a pobreza e condições sociais da época também merecem ser citadas com condições que deflagraram a revolta. Contudo, no mesmo dia em que o governo decretou estado de sítio, a vacinação obrigatória foi suspensa. Mesmo que houvesse a redução dos confrontos, alguns outros estados do Brasil tiveram repercussão do acontecido no Rio de Janeiro. Anos depois, com outra epidemia de grande porte na cidade do Rio de Janeiro, mas desta vez, de varíola. Apesar da necessidade da população necessitar se vacinar de forma sistemática, não ocorreram maiores problemas.

Após a revolta

Permaneceu como diretor geral de Saúde Pública até 1909, mas deixou o cargo devido a problemas em sua saúde. No ano seguinte foi convidado pelo empreendedor Percival Farqhar para sanear os acampamentos de funcionários que trabalhavam na construção da ferrovia Madeira Mamoré, pois em tais locais morriam muitas pessoas por doenças.

Devido a vários artigos científicos publicados durante toda a sua vida, foi eleito, em 1912, para ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Oswaldo Cruz

Em 1916 foi eleito prefeito da cidade de Petrópolis no estado do Rio de Janeiro, mas não chegou a encerrar o seu mandato já que faleceu no ano seguinte, vítima de insuficiência renal, com apenas 44 anos de idade.

Isto é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes: Fiocruz, Toda Biologia, Info Escola, E Biografia,