Série biografia – Quem foi Ana Nery

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As mulheres foram relegadas a um papel secundário durante o século 19 e início do século 20. Durante a guerra do Paraguai isso não foi diferente. Pouquíssimas mulheres escreveram seus nomes na história, apesar de que participaram ativamente do conflito. Uma das honrosas exceções a essa regra e a baiana Ana Justina Ferreira Nery ou simplesmente Ana Nery (Ou Ana Néri) como entrou para história. Então, vamos conhecer um pouco da sua história no artigo de hoje.

Ana Nery

Ana Nery nasceu na cidade de Cachoeira do Paraguaçu, na Bahia em 13 de dezembro de 1814. Casou-se em 1837 com o capitão-de-fragata Isidoro Antônio Nery com o qual teve três filhos. Entretanto, passou a sofrer dificuldades após ficar viúva, em 1843. De acordo com historiadores, seu marido faleceu no veleiro Três de Maio, no estado do Maranhão.

Mas provavelmente, a história que todos querem ouvir sobre a nossa personagem se inicia com o a deflagração da Guerra do Paraguai e a formação da tríplice aliança entre Brasil Argentina e Uruguai. No início do conflito, dois de seus filhos eram oficiais do Exército Brasileiro e por isso foram convocados para a frente de batalha. Além disso, um de seus irmãos, o major Maurício Ferreira também seguiu o mesmo destino.

Com isso em mente, a valente Ana Nery entrou em contato com o presidente da província da Bahia e solicitou que fosse enviada como voluntária para prestar serviço como enfermeira no campo de batalha ou nos hospitais de campanha do Rio grande do sul. Tal pedido foi imediatamente deferido e logo depois, Ana Nery seguiu com o 10º batalhão de voluntários rumo ao Paraguai.

No Paraguai

Durante o conflito serviu em vários hospitais militares e hospitais de campanha. Mesmo com a dificuldade da época e a precariedade dos hospitais em meio a um dos maiores conflitos do século XIX, exerceu sua atividade com muita honra e por isso foi condecorada com a Medalha de Prata Geral de Campanha e também a Medalha Humanitária de Primeira Classe.

Um de seus filhos, Justiniano, faleceu durante o conflito. Assim sendo, ela foi a responsável por cuidar e educar os três órfãos que ficaram. Ademais, após a edição de um decreto do imperador Dom Pedro II, passou a receber uma pensão governamental. Faleceu na cidade do Rio de janeiro, em 1880.

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes: Aventuras na História, G1, Correio da Manhã, Tok de História, e-biografia, Bahiana