A tragédia da Serra das Araras de 1967

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“O tempo está mais severo”, costumam dizer as pessoas a cada evento climático adverso e que causa destruição em alguma parte do mundo. Além disso, estatísticas dizem que experimentamos eventos climáticos cada vez maiores e mais destrutivos ano após ano. Entretanto, poucas ocorrências naturais foram maiores que a tragédia da Serra das Araras de 1967. Então, vamos contar um pouco dessa história no artigo de hoje.

Tragédia da Serra das Araras

A nossa história costuma ser apagada, aos poucos, com o passar do tempo. Assim sendo, cada vez é menor o número de pessoas que recordam que, em janeiro de 1967, uma quantidade anormal de chuva caiu sobre a Serra das Araras, no interior do Estado do Rio de Janeiro. O volume excessivo de chuva que caiu durante aqueles dias causou um deslizamento de terras que matou mais de 1700 pessoas. Por isso, as encostas praticamente se dissolveram em uma área com um diâmetro de mais de 30 quilômetros. Para se ter uma ideia da violência do que ocorreu naqueles dias, estimativas dão conta de que eventos de tal magnitude só se repetem a cada 350 anos.

Logo depois, o que se seguiu foi um caos sem precedentes em nossa história: formaram-se grandes rios de lama que desceram a serra levando abaixo várias casas de moradores e operários que trabalhavam na duplicação da Via Dutra e vários veículos que passavam pela via. Uma ponte foi carregada pela avalanche e a rodovia ficou interditada por quase quatro meses depois do deslizamento.

De acordo com relatórios sobre a tragédia, o deslizamento ocorreu após uma chuva de 275 mm em apenas 3 horas. Ademais, esse volume de chuvas excedeu, em muito, todos os outros registros históricos.

A tragédia ganha imagens e nomes

Foram resgatados cerca de 300 corpos da lama que cobria o local, o restante das vítimas, escombros de inúmeras casas, carros, caminhões e ônibus permanecem sepultados no local, que ganhou uma cruz para lembrar o local da tragédia.

Algumas das imagens mais divulgadas naqueles dias, algumas bem gráficas e tristes, mostram dois ônibus, um da viação Cometa e outro da Viação Única. Ambos foram destruídos pelo deslizamento e contabilizaram muitos mortos entre aqueles que os ocupavam.

Além das chuvas em grande volume, contribuíram para a dimensão da tragédia da Serra das Araras: a danificação e o rompimento de pequenas barragens no alto da serra e o fato de a terra já estar encharcada antes dos 275 mm que caíram naquele dia devido a chuvas anteriores.

Outro fator foi significativo para o número de vítimas que foi registrado: o alojamento da Empresa Metropolitana de Terraplanagem se localizava no caminho da onda de lama que se formou. Apenas nesse local, estima-se cerca de 200 mortes entre os operários que lá se encontravam.

Isso é tudo por hoje e assim sendo, até a próxima!!

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Fontes: G1, Extra, Fernando Lemos, UERJ